A droga se faz amiga, mas ela quer sua vida

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terça-feira, 11 de outubro de 2011

O governo da Holanda confirma: maconha faz mal à saúde


Blog de Milton Corrêa da Costa
A chamada “corrente progressista”, encabeçada no Brasil pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que objetiva a descriminalização e legalização de drogas, a começar pela maconha, inclusive com direito a cultivo para uso próprio, acaba de sofrer um duro revés. A Holanda anunciou, nesta sexta-feira, uma política de menor tolerância com a maconha. O governo holandês declarou que vai nivelar a chamada "maconha de alta concentração", vendida no país, na mesma classificação de tóxicos como a cocaína e o êxtase, drogas consideradas pesadas. O ministro da Economia da Holanda, Maxime Verhagen, afirmou que a droga, com mais de 15% na composição de sua substância psicoativa, o tetrahidrocanabinol (THC), tem uma potência muito maior do que a forma mais leve da erva. Segundo ele, o tóxico "causa um prejuízo crescente na saúde pública do país". A medida é o passo mais recente do governo holandês para tentar reverter a notória política de tolerância da Holanda com as drogas.
Assim chega-se á conclusão, após diferentes estudos e pesquisas empreendidas aqui citadas, que a cannabis não é tão inofensiva e recreativa como alguns imaginam. O hábito de fumar maconha, mesmo em pouca quantidade, pode danificar a memória, segundo recente estudo elaborado pela Universidade Federal de São Paulo(UNIFESP). Quando o uso é crônico e se inicia antes dos 15 anos de idade, o risco é ainda maior, devido ao efeito tóxico e cumulativo do tetrahidrocanabinol  (hoje mais potente pelas mutações genéticas), no desempenho cerebral.
 
Ficou constatado, por exemplo, que no exame toxicológico efetuado no jovem Carlos Eduardo Sandfeld Nunes, de 24 anos, assassino confesso do cartunista Glauco Villas Boas e do seu filho Raoni, fato ocorrido, no ano de 2009, em São Paulo, que ele se encontrava sob o efeito de maconha no momento do crime.  Ressalte-se que Cadu, apelido do homicida, fumava cannabis desde os 15 anos, não estudava nem trabalhava , passando a traficar a droga e apresentava surtos psicóticos (alucinações e delírios).
 
Tal fato remete-nos a uma pesquisa - foi publicada tempos atrás nas páginas da Internet com notícia originária de Londres - onde mostrou que jovens que fumam maconha por seis anos ou mais têm o dobro de possibilidade de sofrer de episódios psicóticos do que pessoas que nunca fumaram a droga. As descobertas fortalecem uma pesquisa anterior que relacionam psicose à droga, particularmente em sua forma mais potente, o skunk. Apesar da lei que proíbe, em alguns países, o consumo da cannabis e outras formas, cerca de 190 milhões de pessoas são usuárias de maconha no mundo, segundo estimativa da ONU, o que envolve 4% da população ativa. O país com o maior número de consumidores é a França.
    
John McGrath, do Instituto Neurológico de Queensland, na Austrália, estudou mais de 3.800 homens e mulheres nascidos entre 1981e 1984 e comparou seus comportamentos, após completarem 21 anos de idade, para perguntar-lhes (já eram pacientes) sobre o uso da maconha em suas vidas, avaliando os entrevistados para episódios psíquicos. Cerca de 18% relataram uso de maconha três anos ou mais, cerca de 16% de quatro a cinco anos e 14% durante seis ou mais anos.. Comparados aos que nunca haviam usado cannabis, jovens adultos, que tinham seis ou mais anos desde o primeiro uso da droga, tinham duas vezes mais chances de desenvolverem psicose não afetiva, como esquizofrenia, disse McGrath, conforme estudo publicado na revista de psiquiatria "Archives of General Psychiatry.
Mais uma voz responsável surge para acabar com essa ideia de que a maconha é uma droga inofensiva. A diretora do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas (Nida, em inglês), a mexicana Nora Volkow, jogou mais uma pá de cal nessa falácia: “ Há quem veja a maconha como uma droga inofensiva. Trata-se de um erro. Comprovadamente, a maconha tem efeitos bastante danosos. Ela pode bloquear receptores neurais muito importantes. Estudos feitos em animais mostraram que, expostos ao componente ativo da maconha, o tetrahidrocanabinol (THC), eles deixam de produzir seus próprios canabinoides naturais (associados ao controle do apetite, memória e humor). Isso causa desde aumento da ansiedade até perda de memória e depressão. Claro que há pessoas que fumam maconha diariamente por toda a vida sem que sofram consequências negativas, assim como há quem fume cigarros até os 100 anos de idade e não desenvolva câncer de pulmão. Mas até agora não temos como saber quem é tolerante à droga e quem não é. Então, a maconha é, sim, perigosa" - afirmou a psiquiatra que conduziu na década de 80 os estudos comprovando que a cocaína causa dependência química, além de graves danos ao cérebro.
Assim sendo, ainda que conclusões científicas precisem ser relativizadas mormente quanto a um tema tão polêmico - cada caso é um caso - não se pode desconsiderar tais estudos. A busca de estados alterados de consciência, através do uso de drogas ilícitas -não estamos falando das drogas livres sob o ponto de vista legal e jurídico nem das controladas por receita médica- é própria da espécie humana desde a antiguidade e os progressistas vem afirmando, cada vez com mais ênfase, que o mundo definitivamente perdeu a guerra contra as drogas ilícitas. Ou seja, a política atual seria um verdadeiro fracasso e o caminho do bom senso seria a descriminalização do uso de drogas.  O estado não teria inclusive o direito de proibir o uso. A grande vantagem seria o enfraquecimento do crime organizado, sem falar na redução da corrupção policial que a ilegalidade da droga sempre proporciona.
Tais argumentos são válidos não resta dúvida, até porque abstinência total de substâncias entorpecentes ilegais seria utopismo imaginado pelos conservadores. Obviamente que o mundo sem drogas não existe. As drogas sintéticas e as 'legal highs', fabricadas em geral nos  países mais ricos, são inclusive as que tiveram maior aumento de consumo nos últimos anos. A questão é saber- não há certeza sobre tal dúvida- se uma política de enfrentamento ao problema com a descriminalização seria de fato o cerne da estratégia que propiciaria o efetivo controle do estado e a consistente redução de danos. Há que saber também quanto se gastaria com despesas de recuperação de dependentes numa política mais permissiva.
Registre-se que apesar do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack o país não está conseguindo conter a epidemia do uso da chamada 'droga da morte'. Tal plano não tem sido capaz de atender a 1/3 dos 95% dos municípios envolvidos com a gravíssima questão que põe em risco toda a juventude. As cracolândias espalham-se rapidamente pelo país. O oxi,  droga mais devastadora ainda que o crack, também já está presente em 13 estados brasileiros, fazendo crescer  a ameaça aos mais jovens.
Por outro lado, num recente debate, na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, concluiu-se que a venda indiscriminada de bebidas a jovens, sem o devido controle, além de funcionar como uma espécie de porta de entrada para o consumo de outras drogas, seria argumento suficiente para derrubar qualquer inciativa de liberação do consumo de drogas no país. Sobre o perigo do crack. O médico psiquiatra Emanuel Fortes Silveira Cavalcanti, representante da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), presente ao debate da comissão do Senado, lembrou que o consumo da droga tem aumentado no país e que, em Goiás, por exemplo, 60% dos julgamentos de crimes têm como réus usuários da droga. Ele não poupou críticas à “falta de controle” do governo sobre as indústrias químicas que fabricam éter e acetona, insumos fundamentais para o refino da cocaína e, por consequência, do crack, que é um derivado da droga.
A realidade é que descriminalizar e legalizar drogas no país pode ser um verdadeiro tiro no pé. Neste caso a emenda poderá ser pior que o soneto. À sociedade e ao governo fica bem claro que o melhor caminho continua sendo a prevenção e o tratamento para recuperação dos dependentes e os “usuários recreacionais”, ainda que também estes financiem os fuzis do tráfico e a violêncis. A Holanda acaba de constatar e mostrar ao mundo que quando o assunto é drogas não há verdades absolutas e acabadas. Por enquanto, no Brasil, a guerra às drogas tem que prosseguir. O país não pode virar palco permissivo de uma legião de jovens drogados, amotivados e sem rumo.
                        
                                    Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Assembléia de Deus Madureira Campo São Mateus

Sou membro da AD Madureira Campo São Mateus,  
Pastor Presidente Deiró de Andrade, estou divulgando e convidando você a abrir o link de acesso do novo site da igreja, você encontra dentre muitas postagens a historia da fundação da igreja aqui na região até os dias de hoje, tá uma benção, boa leitura.

  http://www.saomateus.org.br/site/index.php

 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Fé, um santo remédio no caminho contra as drogas

TATIANA PIVA
30 de julho de 2011 23h04

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como bem-estar físico, mental, social e espiritual. E frisa: todo paciente tem direito de cuidar também de seu espírito. Quem trata de pessoas que lutam contra o vício das drogas sabe o quanto a fé pode ser, literalmente, um santo remédio. Não importa o tipo de credo. Todas as instituições religiosas ouvidas pela reportagem na última semana, entre católicas, evangélicas e espíritas, fornecem suporte espiritual para problemas desse tipo. São centros de recuperação bucólicos, localizados geralmente no interior do Estado.


Mesmo entre os médicos, se antes a influência da espiritualidade na saúde era motivo de discórdia, hoje o assunto é tratado com naturalidade. Instituições tradicionais, como Universidade de São Paulo e Universidade Federal de São Paulo, já contam com setores específicos para estudar a força da fé sobre o corpo.


O médico Roque Saviolini, cardiologista do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor), afirma que existem mais de mil artigos científicos sobre os benefícios da fé para a saúde. Só ele já escreveu 14 livros sobre o tema. “Grande parte desses estudos científicos comprova que o paciente que tem alguma espiritualidade ou religião adere melhor ao tratamento da doença, seja ela qual for. Ele aceita a sua enfermidade e a enfrenta de maneira mais positiva, o que colabora diretamente para a sua recuperação”, explica o médico.


“Os códigos morais de boa parte das religiões apregoam hábitos saudáveis e isso propicia menos doenças nessas pessoas”, acredita Frederico Leão, responsável pelo Programa de Saúde e Espiritualidade do Instituto de Psiquiatria da USP.


Para Leão, a pessoa que tem alguma religiosidade acaba buscando naturalmente um estilo de vida saudável. Além disso, há o suporte social gerado pelas instituições, que propicia às pessoas o sentimento de acolhimento, de pertencimento ao grupo. “Com isso, o usuário de drogas enfrenta o problema com positividade, como se aquilo fosse apenas uma passagem a superar.”


Em recuperação em uma instituição evangélica, Felipe Cirne, de 27 anos, não tem dúvidas sobre o poder medicinal da espiritualidade. “Lá fora não tenho como ter um psicólogo a qualquer hora, um psiquiatra para me receitar um remédio. Mas Deus está sempre acessível, posso falar com ele 24 horas”, diz.


Uma das dificuldades, dizem os profissionais, é encontrar um equilíbrio entre os remédios para o corpo e para a alma. “Não adianta só tomar remédio, mas não adianta espiritualizar demais”, analisa Leão. A necessidade de um bom diálogo entre fé e medicina foi sentida por Vilson Disposti, de 51 anos, ao fundar a Casa do Caminho Ave Cristo, clínica espírita localizada em Birigui, no interior do Estado. “Quando abri a casa, em 1991, a ideia era usar só o espiritismo contra o vício, mas percebi que muitos desistiam do tratamento. Na fase de abstinência, por exemplo, ficavam muito alterados e chegavam a fugir.”


Disposti, que agora cuida dos pacientes junto com o neurologista Sérgio Irikura, conta que o lugar é uma espécie de fazenda, onde os pacientes cuidam da horta e dos animais. As instalações da Comunidade Terapêutica Conquista, que segue a visão cristã evangélica, também tem ares campestres. Ali, os pacientes ficam internados por nove meses, no mínimo. Fazem orações, cuidam da horta e praticam laboterapia, o que inclui a criação de chaveiros de biscuit e o preparo de comida ou pães caseiros. Há também lazer na piscina e pescaria.


No prédio da católica Associação de Recuperação Guedes e Caprio, em Peruíbe, há quadras, piscina e capela. Os pacientes passam por sessões de musicoterapia, além de atendimento com psicóloga e psiquiatra. “Percebo que a religião ajuda muito. Quando não se acredita em nada, é diferente”, diz a psicóloga do espaço, Caroline Lagoizar.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/


Casas e clínicas para recuperação de usuários:
http://blogdohugopaiva.blogspot.com/2011/02/enderecos-de-casas-clinicas-e_01.html

Combater as drogas, um dever de todos.


Começo este texto com um versículo bíblico:
João 8:32, “Então conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”  

Estive em um seminário no dia 17/09/2011 em São Paulo onde o tema era "Política de Drogas no Brasil" realizado pelo gabinete do Deputado Federal Paulo Teixeira, foi um dia de aproveitamento de informações e varias posições dos ministradores e público, alguns comentários de especialistas e mesários gostaria de dividir com meus leitores a discussão era sobre a discrimilização das drogas mas em alguns momentos enveredava para liberação principalmente da MACONHA(Canabis)
 http://pt.wikipedia.org/wiki/Maconha.

Quando foi aberto o debate aos ouvintes a maior parte, reconheceram o tratamento da maconha como pratica medicional com doenças de varias espécies, principalmente da fala do palestrante Sr Elisaldo Luiz Araújo Carlini do - Diretor do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicoterápicas - CEDRIC. Houve pessoas que chegaram a defender a liberação do CRACK, outros combateram o uso de qualquer droga como foi meu caso, deixo claro aqui que sou a favor da discrimilização(Tirar da mão da polícia) mas o que fazer quando se defende a discrimilização sem um programa de combate aos grandes e pequenos traficantes, nas biqueiras ou bocas de fumo os donos do trafico a muitos usam da pratica de misturar MACONHA com pó do CRACK criando o famoso PÍTILHO desta forma criam um novo consumidor de CRACK a cada dia, mesmo para aqueles que dizem que a MACONHA não é porta para outras drogas, comprovadamente em 90% dos que são usúarios de CRACK começaram com a MACONHA.

Assunto delicado as familias não querem nem saber da discrimilização quanto mais da liberação, não porque as pessoas são caretas como dizem os liberais, mas por conta do governo que não tem nenhuma lei ou programa eficiente de prevenção ou combate, a quem acreditar na mau polícia que faz acordo com os donos da boca, no grande traficante, no dono da boca, no governo ou  projetos de lei que não explicam nada e liberam tudo.

Nossas fronteiras que fazem divisa com outros países estão abertas a tudo quanto é porcaria  dos produtos falsificados a todo tipo de drogas, estacy, afetaminas, crack, maconha, cocaina etc. Nosso pais é rota dos traficantes, sem contar as pequenas fabricas de cocaina que todos os dias os noticiarios mostram.
O melhor combate é a prevenção  nas escolas, nos postos de saúde, hospitais, faculdades, um grande investimento no meio midiatico com informações todos os dias de combate as drogas, mostrando os efeitos, as doenças, os gastos a população, e leis obrigatórias principalmente nas escolas com pessoas capacitadas e contra as drogas para desde já frear esta que tem feito estragos irreparaveis nesta geração, formando zumbis ambulantes em cada esquina.

Endereços de casas e clínicas para tratamento de usuários:
http://blogdohugopaiva.blogspot.com/2011/02/enderecos-de-casas-clinicas-e_01.html