A droga se faz amiga, mas ela quer sua vida

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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Recursos Públicos a Casas de Recuperação das Igrejas Esbarra na Religião e Critérios Médicos

Destinação de recursos públicos a comunidades terapêuticas esbarra na religião e em critérios médicos

Para terem acesso ao apoio financeiro do Estado, as comunidades terapêuticas precisam, em primeiro lugar, se adequar às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). É preciso ainda atender às regras dos editais do Ministério da Saúde e da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça (Senad), onde está centralizada a gestão da política antidrogas e dos recursos públicos a serem nela aplicados.
Dom Irineu Danelon, bispo de Lins (SP) e responsável pela Pastoral da Sobriedade da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), afirmou à subcomissão do Senado em 28 de junho que “o governo não pode abrir mão das exigências para a concessão dos recursos, mas poderia reduzir o excesso de burocracia”.


Dom Irineu Danelon, bispo de Lins e responsável pela Pastoral da Sobriedade, da CNBB: menos burocracia seria melhor. Foto: Artur Garção
Em resposta, o senador Eduardo Amorim (PSC-SE) disse que o desafio do Senado “é realmente desburocratizar” a aplicação dos recursos públicos destinados às casas de recuperação de dependentes químicos.


Senador Eduardo Amorim: desafio é desburocratizar liberação de recursos do governo às casas de recuperação. Foto: J. Freitas
No ano passado, a Senad lançou edital (1/10) para abrir novas vagas nas comunidades terapêuticas, que, entre outras regras, atribuiu às prefeituras a responsabilidade de acompanhar as atividades e de pagar às comunidades R$ 800 mensais por vaga durante um ano. O dinheiro seria repassado pelo Ministério da Saúde.
Entre outros requisitos, Senad e ministério exigiram que as comunidades terapêuticas providenciassem duas visitas médicas a cada dez dias para cada interno e que não obrigassem o interno que se opusesse a assistir aos cultos religiosos.
Muitas comunidades se recusaram a participar em razão dessas duas exigências e o edital da Senad aprovou apenas 78 projetos, num total de 985 leitos, ou cerca de 27% das 3.500 vagas previstas. Frei Hans Heinrich Stapel, fundador da Fazenda da Esperança, rede católica de comunidades com 52 unidades no Brasil, explica: “Eu rejeitei. 
Sabem por quê? 
Porque não entendem a comunidade terapêutica. Querem fazer de nós um hospital o que não somos”.
Religião
Sobre essas normas, Paulina Duarte, secretária nacional de Políticas sobre Drogas, esclareceu que, antes de publicado o edital, representantes das federações de comunidades terapêuticas foram convidados a opinar.
“Destinamos R$ 34 milhões num único edital para financiar comunidades terapêuticas. Quem escreveu esse edital fui eu. Não coloquei a resolução da Anvisa [101/01, revogada]. Coloquei no edital critérios mínimos, de acordo com o que eu conhecia e que as comunidades poderiam, sim, cumprir”.
O senador Waldemir Moka (PMDB-MS), no entanto, argumenta que as comunidades “alegam que o edital do Ministério da Justiça dá a entender que há restrição à metodologia deles. Ou seja, eles apostam na terapia da fé para o tratamento, e é como se o governo quisesse interferir nisso”. As comunidades não abrem mão da participação dos internos nas atividades religiosas, mas, assim, correm o risco de o Ministério Público impugnar o convênio.
Paulina Duarte esclarece que a exigência é constitucional: “Não posso financiar, com recursos públicos, uma instituição católica que recebe para tratar um evangélico e o obriga a assistir a uma missa. Para essas comunidades, a nossa sugestão é de que seja seguida a metodologia, mas que se dê ao interno o direito de escolha”.
A Em discussão!, Adalberto Calmon Barbosa, diretor de Projetos da Fazenda da Esperança, disse que “a ideia não é converter quem quer que seja. Não ensinamos religião. Ensinamos respeito, amor, responsabilidade. Mas é preciso que o interno esteja com o grupo, que participe. Não podemos deixá-lo sozinho, ainda que ele queira”. A Fazenda da Esperança abriu mão de participar do edital por “não poder prescindir de sua filosofia e métodos”.



"Pedalada pela vida", em Lins, evento da Pastoral da Sobriedade, da Igreja Católica: sociedade se organiza para enfrentar o vício. Foto: Ailton Gomes
Emendas parlamentares
Outra fonte de recursos públicos poderiam ser as emendas parlamentares, mas aí também as comunidades esbarram na indefinição de sua situação junto ao governo. O senador Wellington Dias (PT-PI) narrou que, “em 2009, a bancada do Piauí apresentou uma emenda para o problema das drogas, no Ministério da Saúde. Mas não houve empenho dos recursos por não haver uma política clara do ministério para essa questão. Então, não foi feito um convênio por falta de rubrica no ministério”.
Hans Stapel manifestou a frustração das comunidades com a não liberação das emendas. “Para mim falta respeito aos senhores deputados e senadores, respeito às entidades, respeito ao povo brasileiro que precisa de ajuda”.
fonte:http://www.senado.gov.br/noticias/Jornal/emdiscussao/dependencia-quimica

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

MACONHA: HOMEM MORRE APÓS DESENVOLVER DOENÇA CARDÍACA PROVOCADA PELO USO DA DROGA



Um homem morreu depois de sofrer com problemas cardíacos, resultado do vício em consumir maconha por mais de uma década.

John O'Brien, 53, da Grã-Bretanha, começou a fumar maconha para controlar problemas após sofrer uma lesão no cérebro depois de um acidente de carro.
Mas, após usar a droga diariamente por 10 anos, os efeitos em seu corpo foram devastadores, levando-o a desenvolver uma doença que fez seu coração parar de funcionar.
Um médico legista, após intensa investigação, declarou que a morte de O'Brien foi ocasionada por “cardiotoxicidade à Cannabis sativa” – uma doença pouquíssimo conhecida em que o hábito de fumar maconha leva a problemas cardíacos.
Seu irmão gêmeo Mark, 54, disse que ele começou a usar a droga para lidar com a depressão por ter perdido o emprego devido aos danos cerebrais que sofreu. Ele fumava de 3 a 4 cigarros de maconha por dia.
A família de O'Brien está atordoada e jamais imaginou que a droga, tida como segura por usuários, pudesse provocar a morte, já que tinha efeitos benéficos em sua deficiência cerebral.
Obviamente nós sabíamos que a droga poderia ser ruim também, mas não pensávamos que poderia matá-lo. Ele dizia que fumando esquecia todos os problemas e lembranças horríveis do acidente de carro. Nós sempre falávamos para ele parar de usar maconha, e ele dizia que estava tentando e buscava um substituto para a droga”, disse o irmão.
A investigação sobre os efeitos da maconha no sistema cardiovascular está em estágios iniciais, mas estudos já apontaram que homens de meia idade são mais suscetíveis aos efeitos maléficos da droga.
Outras evidências afirmam que, na verdade, a maconha pode desencadear doenças cardíacas pré-existentes que os usuários já possuíam antes de começar a usá-la.
Quando nós falamos para as pessoas que ele morreu por fumar maconha, simplesmente ninguém acredita”, salientou o Mark.
David Raynes, porta-voz da Aliança Nacional de Prevenção da Toxicodependência, declarou ao DailyMail: “Pesquisadores alemães descobriram que a maconha afeta o coração. Ela pode provocar desequilíbrios e matar em casos mais raros. É raro, mas acontece. Estamos acostumados a ouvir que a maconha é inofensiva, mas não é verdade”.
As pessoas não estão cientes do perigo. Não é amplamente divulgado a informação correta. Há um monte de pessoas que fazem campanha pela legalização, que dizem que é inofensiva por ser uma planta, mas não é verdade”, concluiu.
O laudo final da causa da morte foi emitida pelo pesquisador Dr. Benno Hartung, da Universidade de Dusseldorf, na Alemanha, que realizou uma extensa lista de exames, corroborando a suspeita inicial de cardiotoxicidade por maconha.

Segundo ele, o risco de um ataque cardíaco aumenta em cinco vezes após fumar a droga. "As pessoas que estão em alto risco de doenças cardíacas não devem fumar maconha”, disse Dr. Benno.
Saiba mais!
Cardiotoxicidade por maconha é uma condição pouco conhecida em que fumar maconha desencadeia problemas cardíacos.
Em um artigo na revista Forensic Science International, o Dr. Hartung disse que a maconha pode causar um aumento da frequência cardíaca, bloqueando os batimentos em indivíduos suscetíveis, resultando em insuficiência cardíaca.

Fonte: http://www.jornalciencia.com/saude

domingo, 18 de janeiro de 2015

NÃO SOU CHARLIE, SOU MUITO MAIS A CAMILE E A NATÁLIA


Domingo a tarde em casa ligue a televisão coloquei no programa do Geraldo na Record bem na hora que estava passando uma matéria de uma criança de 8 anos por nome Camile Vitória que queria doar seu cabelo e já tinha alcançado mais de 60 centímetros para uma garota por nome de Natália de 14 anos que sofrera um acidente e tinha perdido parte do cabelo e couro cabeludo. A mãe de Camile vinha passando por dificuldades financeiras tinha ouvido dizer que salões de beleza comprava cabelo humano e assim decidida conversou com sua filha Camile que concordando venderia o cabelo, parece um absurdo mas vender o cabelo de um filho parece o fim, foi ai de Camile vendo um programa infantil conheceu a história de Natália que tinha sofrido um acidente em uma embarcação em Belém de Pará , onde seu cabelo enroscou nas engrenagens do motor do barco (acidente com muita frequência por lá), Camile se comoveu com a história de Natália e resolveu que não venderia mais seu cabelo e sim doar para Natália, gesto este que aprendeu com a família que é CRISTÃ. 

A mãe de Camile disse que ela comentou após assistir o programa que doaria seu cabelo pelo simples fato que se Deus lhe deu da graça ela também faria o mesmo, uma criança de 8 anos com esta consciência que não conhecia a outra nem sua religião a não ser pela TV, numa atitude filantrópica a qual foi ensinada desde bebê tomou esta aniciativa.

 O que se poderia tirar desta história com as ultimas notícias do ataque ao  REVISTA FRANCÊSA CHARLIE HEBDO é a forma de fazer as coisas a Bíblia fala no livro de Mateus 12:35e: A BOCA FALA O QUE O CORAÇÃO ESTA CHEIO, conforme os noticiários do mundo a revista francêsa Charlie Hebdo vinha a 10 anos fazendo criticas e ofensas ao islamismo e outras religiões inclusive a cristã, e suas matérias sempre eram apimentadas com muito sarcasmo por conta dos humoristas daquele jornal. Diferente de outras religiões o ISLÃ tem uma lima dura e radical quando se refere a sua religião. O atentado ao prédio da revista ‘Charlie Hebdo’, em Paris, na França, milhares de pessoas começaram a publicar mensagens de repúdio ao terrorismo. Nas redes sociais, muitas pessoas publicaram a frase “Je Suis Charlie” (Eu Sou Charlie), em alusão a uma campanha contra os atentados, que foi fomentada até mesmo por celebridades. A campanha foi questionada por varios cristão como é o meu caso,  não é possível um cristão se declarar como um “Charlie”, visto que os cartunistas da publicação francesa ridicularizam a fé de diversas religiões, incluindo o cristianismo. 

Em nosso país a maioria esmagadora crê em uma força superior que nos move e a este dão o nome de Deus, como pode num país de católicos, evangélicos e outras religiões que creem em Deus, serem a favor da "Revista Charlie". Os desenhos feitos pelos cartunistas da revista constantemente ridicularizam não só a fé islâmica, como também a fé cristã. 

A ‘Charlie Hebdo’ já “publicou na capa de sua revista uma caricatura do Espírito Santo, tendo relação sexual com Jesus e com Deus, num trenzinho, fazendo apologia ao Casamento Gay”.
Por isso eu declaro aqui que não sou a favor da violência, mas também DECLARO QUE NÃO SOU A FAVOR DO CHARLIE,  e como é de coração dos cristãos temos orado para a violência acabe em qualquer âmbito, mas estes meios de comunicação também tem que fazer sua parte senão o que vai sobrar para eles é atentados vindo das religiões extremistas.

O que nos consola é ter Jesus do nosso lado e pessoas como a Camile e Natália uma que ajudou e outra que foi ajudada, crianças, dando o exemplo que não precisamos ofender a  religião de ninguém estendendo as mãos sem se preocupar em se promover com os principios dos outros, quem sabe assim a Revista Charlei aprendam com as crianças.

Hugo Paiva.  

Salmos 133:1
Óh, quão bom e suave que os irmãos vivam em união.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

NA POLÍTICA É CORRETO PASTOR, PRESBÍTERO, MISSIONÁRIOS E DIÁCONOS SEREM CANDIDATOS

                                                 

                                                               Por Thiago Oliveira

Eu não vou deixar de ser embaixador da pátria celestial para ser simplesmente presidente dos Estados Unidos.

A frase acima é de Billy Grahan, pastor e evangelista bastante popular nos EUA. Foi uma resposta para aqueles que o convidavam a ingressar na carreira política e pretendiam lança-lo à presidência da república. Convicto do seu chamado como pastor, recusou veementemente. Todavia, não deixou de ser relevante para a sociedade norte-americana, tendo acesso a Casa Branca e sendo conselheiro de vários chefes de Estado.

No Brasil, em anos de eleição vemos a candidatura de diversos pastores, que se arvoram na carreira política com o discurso de ser “luz” e mudar os rumos da nação através do exercício do seu mandato. E como existe o chavão “irmão vota em irmão”, pastor, então, sai na frente. Mas seria mesmo algo bom para um pastor e para a igreja envolver-se com a política partidária? Será que um pastor pode ser político ao mesmo tempo em que exerce o ministério eclesiástico?

Diante de um questionamento parecido, o Rev. John MacArthur respondeu assim: "Se você é um pregador de Jesus Cristo e você é um pastor então deve ser conhecido por proclamar o evangelho de Jesus Cristo e nada mais. Então, se você quiser servir em algo que não tem qualquer influência na eternidade, não tem qualquer influência no Reino de Deus, então você pode fazer isso. Mas um pastor fazer isso eu acho que é se prostituir, distanciando-se da sua vocação e da única coisa que faz a diferença que é a pregação do evangelho de Jesus Cristo e o avanço do Reino. (...) A Igreja precisa ficar fora da politicagem e votar na justiça, e ela precisa proclamar o evangelho."

João Calvino, tratando sobre o governo eclesiástico em sua obra máxima, as Institutas (Volume 4, Capítulo XV), combateu veementemente as pretensões do clero. Calvino lembra da discussão que houve, durante a santa ceia, sobre quem era o maior dentre os apóstolos (Lc 22:24-26). Segundo ele, Jesus freia à aspiração dos discípulos dizendo-lhes que o Reino dele não era temporal, mas sim espiritual. Não pertencente a este mundo, sendo assim, deixou claro que a tarefa dos seus apóstolos não poderia envolver uma administração mundana (lembrando que nesse contexto os integrantes do clero eram também, em bom número, prefeitos das cidades e detentores de cargos públicos).

O reformador também recorda o exemplo contido em Atos 6: 1-4. Ali houve uma contenda quanto a distribuição dos alimentos. As viúvas dos gregos reclamavam que não estavam sendo assistidas como as viúvas dos hebreus. Quando a queixa chegou até os apóstolos estes disseram: “Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas”. Assim, incubiram outros homens para realizar tal tarefa. Calvino então chega à seguinte conclusão: Se os apóstolos não se acharam dignos de conciliar as duas funções, a de administrar à Palavra e a de administrar o serviço da distribuição dos mantimentos, como é que os que desempenham a função eclesiástica se acham no direito de realizar esta dupla empresa? O resultado desse duplo empreendimento é deixar a deriva o rebanho do Senhor, realizando o trabalho que outra pessoa poderia muito bem realizar.

A questão não é demonizar a política e desmotivar cristãos que tem vocação para a magistratura civil. O cristianismo é capaz de se inserir em toda e qualquer esfera da sociedade, julgá-la e redimi-la através do exercício dos valores bíblicos. Um cristão pode sim ser um político e prestar um grande serviço para Deus e para a sociedade. Todavia, não compete aos ministros da Palavra realizarem tal função, pois não há tarefa mais honrosa e mais impactante para a sociedade do que ministrar o Evangelho de Cristo e promover o Reino dos Céus.

Paulo escrevendo ao jovem pastor Timóteo, compara o episcopado com uma figura militar (2Tm 2:3-4). As palavras do apóstolo dizem que “ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra”. Um soldado em campanha é um soldado executando as ordens do seu superior. Pouco interessa se ele é agricultor, pintor, professor, ou empresário. Ele não pode pensar nos seus negócios particulares quando está prestando seus serviços militares. É preciso foco, obediência e sobretudo uma entrega total e sacrificial.

Assim como o soldado em guerra deixa para trás a sua vida e não pensa em nada a não ser a guerra, o pastor também deve evitar tudo aquilo que desvie a sua atenção e mergulhe de cabeça no penoso, e ao mesmo tempo gratificante, ofício ministerial. Sendo assim, é fácil concluirmos que um pastor que tem vocação dupla está muito mais propenso a ter um desempenho ruim no seu episcopado. Imaginemos então ele exercendo um cargo político, seja no legislativo ou no executivo. Ele daria conta?

Governar uma cidade, um estado, um país, é algo que exige muito de qualquer pessoa. É desgastante ter que passar o dia fazendo diversas reuniões de planejamento, viagens com a mais diversificada finalidade e etc. Gerir a coisa pública não é o mesmo que gerir uma empresa. E temos já exemplos negativos dos pastores empresários. Isso posto, deixo bastante clara a posição de que o pastor não pode exercer cargo político. Se quer abraçar a carreira política, que abra mão do seu ministério e deixe de usar indevidamente o título de pastor.

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Fonte: Bereianos